terça-feira, 9 de junho de 2009
o poema não é só feito de rimas e versos.
tem que nele haver a verdade do poeta,
os sentimentos de um amador:
a angústia, a dor, a paixão, o sofrimento, a ingenuidade de uma criança.
alegria... nunca pode faltar


aquele poema que preza apenas pela boniteza
de suas letras, de suas palavras, de suas estrofes,
não é um poema, é um passatempo.
daqueles que passam bem rápidos e não marcam nem o dedo da alma.
é necessário que algo seja dito,
que pessoas sejam mostradas,
que mortes sejam publicadas,
que doentes sejam curados.


é indispensável que haja um amor:
entre a caneta e o papel,
entre a mente e a alma.


é necessário que haja o amor
entre o poeta e a ...
Hoje, de perto, vi o amor:
ele dói, corta, corrói.


Ei, amor, porque comigo não fala?
Esqueceu que nossas vidas foram conjugadas?


E que longe de você tudo complica,
calma, minha alma explica:

Eu te amo.
Parto

me beije, sugue todo o meu doce amargo
me lamba, carregue embora o meu sabor de saudade
me morda, deixe em mim sua forte marca
me sorria, roube de mim essa imensa alegria
me sangre, descarregue em mim seu veneno bondoso
me embriague, para que tudo fique mais fácil
me ame, porque já vou, e vou me matando pra em você nascer.


Uma lágrima cai
Um corpo, puro, de cal se desfaz


O peito se abre,
O sol se expande,
A alma se chora...


Assim segue o homem
Cujo o sangue corroí com rapidez
Aquilo que já amou mais de uma vez

terça-feira, 21 de abril de 2009
Existe nos amantes,
um soluço que engasga o coração,
uma fraqueza que moe as pernas,
uma tremidão que range os ossos,
um arranhar que rasga as costelas,
um remexer que rompe as vísceras.
um calor e frio.
uma dor a fechar os olhos.
um parar que para o coração,
quando o amado, de repente, toma de prumo veias alheias
terça-feira, 3 de março de 2009
Hoje vou cantar,
cantarei amor, alto e gritante.
Então! que portas sejam escancaradas,
e que paredes sejam derrubadas aqui no meu coração

Assim será o meu amor: puro, calado
afagado, um tanto atormentado
mas ainda sim será meu
o maior dos amores

Farei inveja a vocês
preguiçosos. Vejam: Eu amo!
Sintam em mim esse suspiro

Direi que sou( dos poetas pequenos)
o mais alucinado e iludido

Espalharei em todos o perfume
de um amor carente e amável
daqueles que não existem
Venha-te, senta-te aqui, à beira
Molha-te os pés e fita o horizonte
Espera-te calma e lentamente.
É um processo que digere o tempo e gera paz.

Respira-te fundo, o fundo dos males
Expira-os longe, onde a brisa os carregue.
Apodreça o relógio, não dê corda.
Se puder beba um pouco( não muito por causa do sono).

Para-te e deixe que entre,
irá percorrer todo o corpo e a alma.
Fecha-te os olhos, não muito
pois de súbito, como o amor, pode esvanecer...
 

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