terça-feira, 13 de outubro de 2009
Não gosto de dar adeus.
Minhas despedidas são sempre doloridas.
O peito arde, as mãos se escorroem. A pele sente
o que vem dos olhos.
Não gosto de dar adeus!

A alma chora
o peito rebenta
e estoura.

E a brisa...
a maldita fria brisa!
Me faz me sentir
mais frio do que
já sou sem você.

Já disse: não gosto de dar adeus!
Principalmente quando é a Deus que se vão.
Consolo para os
ouvidos? Piaf!
Vem! Pardal que
voa por dentro
e desbanca qualquer
gavião posudo de pedra

Piaf! para que meu
coracao transborde,
e para que meus olhos
sejão reflexos de um
agoro passado.
E que angústia é essa?
Que me consome até o fim.
Que me faz ser rios e vulcões
Quem será, meu Deus, meus vilões...?

gramática

quarta-feira, 7 de outubro de 2009
O homem se pergunta,
faz do corpo interrogacão
do olhar reticências...
da boca exclamacão!

do amor, ponto final.
E há antes de tudo a vontade de choro.
-Não me venham com porques ou razões explicativas. Simplesmente: há a vontade de choro.
Sentimentos não se explicam. Explicam-se.
É uma vontade que faz o lirismo transbordar em lágrimas
salgadas. Que junta com outros sentimentos se transformam no detergente da alma.
Os olho, antes obscuros, se limpam e botam pra fora todo um brilho. Milagrosa lágrima!

E há antes de antes da vontade de choro,
a necessidade de amar.
domingo, 13 de setembro de 2009
onde se encontra minha consiciência?
hoje, se me perguntar não sei dizer onde está.

me transbordo de raiva
porque inconscientimente,
me vem a cabeca que
a minha, minha pobre consciência
não mais habita em mim.

penso que está
em sinopses de outras cabecas-
Em trocas nervosas de outros errantes neurônios.

Sim! penso isso porque
nada mais do que eu faco consulto se me agrada ou não.
Sempre são os outros a quem peco: perdão...

Onde está minha consciência?!

Não! não pode ter sido perdida em qualquer lugar
Pois é minha, minha pobre consciência...

Será que enfureceu-se comigo porque não mais a consultava?
domingo, 2 de agosto de 2009
porque veja, olhe, preste atenção: as rosas, elas não choram, nem morrem. todas tem suas redomas e quando murcham (não fique triste) é porque todo vermelho antes tido foi posto em algum coração disposto.
 

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