Hoje vou cantar,
cantarei amor, alto e gritante.
Então! que portas sejam escancaradas,
e que paredes sejam derrubadas aqui no meu coração
Assim será o meu amor: puro, calado
afagado, um tanto atormentado
mas ainda sim será meu
o maior dos amores
Farei inveja a vocês
preguiçosos. Vejam: Eu amo!
Sintam em mim esse suspiro
Direi que sou( dos poetas pequenos)
o mais alucinado e iludido
Espalharei em todos o perfume
de um amor carente e amável
daqueles que não existem
Venha-te, senta-te aqui, à beira
Molha-te os pés e fita o horizonte
Espera-te calma e lentamente.
É um processo que digere o tempo e gera paz.
Respira-te fundo, o fundo dos males
Expira-os longe, onde a brisa os carregue.
Apodreça o relógio, não dê corda.
Se puder beba um pouco( não muito por causa do sono).
Para-te e deixe que entre,
irá percorrer todo o corpo e a alma.
Fecha-te os olhos, não muito
pois de súbito, como o amor, pode esvanecer...
Molha-te os pés e fita o horizonte
Espera-te calma e lentamente.
É um processo que digere o tempo e gera paz.
Respira-te fundo, o fundo dos males
Expira-os longe, onde a brisa os carregue.
Apodreça o relógio, não dê corda.
Se puder beba um pouco( não muito por causa do sono).
Para-te e deixe que entre,
irá percorrer todo o corpo e a alma.
Fecha-te os olhos, não muito
pois de súbito, como o amor, pode esvanecer...
Texto das perguntas( ou algum de Pablito)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
o que seria da loucura sem a lucidez?
de que serviriam as flores se não houvesse os amantes?
Para que a paz reinaria, se o mundo já não fosse reinado por guerras?
valeria de que a vida sem uma morte para colocar fim, e fazer-nos chorar sentimentos frágeis?
os remédios curariam quem se não tivéssemos os doentes?
e os poemas( os meus também!) a quem iriam ser úteis se todos já fossem amáveis e amados?
perguntas? pra que existiriam se a descoberta já não é algo novo e revelador?
de que serviriam as flores se não houvesse os amantes?
Para que a paz reinaria, se o mundo já não fosse reinado por guerras?
valeria de que a vida sem uma morte para colocar fim, e fazer-nos chorar sentimentos frágeis?
os remédios curariam quem se não tivéssemos os doentes?
e os poemas( os meus também!) a quem iriam ser úteis se todos já fossem amáveis e amados?
perguntas? pra que existiriam se a descoberta já não é algo novo e revelador?
A rotina é a assassina da arte: escurece a visão, cega o pintor, quebra o lápis e o coração do poeta, desafina o violão do tocador. A rotina é a assassina da alma: queima os sentimentos, come o amor, aumenta a saudade, cria a inveja. A rotina é a assassina da vida: constrói casas mas prende os pedreiros, gera o verde, destruindo-o. A rotina assassinou o homem: mediu o tempo.
Soneto do amor de um outro
Não. Este soneto não foi feito de mim
É o soneto de algum outro qualquer(apaixonado)
De um homem cuja vida amou a uma mulher
Mal sei se isto é um soneto,( que não o fosse, mas agora o é)
O amor repentino de clarão
Sonhado e vivido e amado
Homem, pobre coitado!
Amou uma mulher, dessas sem perdão...
Mulher! tenhas piedade
Desse pobre homem que já não contem o seu próprio coração
Homem pobre, rachado e rajado e quebrado por um trovão
Deus amado e com afeição
Tenhas piedade do coitado homem
Encontrado morto em algum pobre porão, chamado...
É o soneto de algum outro qualquer(apaixonado)
De um homem cuja vida amou a uma mulher
Mal sei se isto é um soneto,( que não o fosse, mas agora o é)
O amor repentino de clarão
Sonhado e vivido e amado
Homem, pobre coitado!
Amou uma mulher, dessas sem perdão...
Mulher! tenhas piedade
Desse pobre homem que já não contem o seu próprio coração
Homem pobre, rachado e rajado e quebrado por um trovão
Deus amado e com afeição
Tenhas piedade do coitado homem
Encontrado morto em algum pobre porão, chamado...
Conjugados
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Olham-se como se fosse a primeira
e inúmeras vezes, passadas e amadas.
Perdem-se na imensidão do olhar oposto:
apaixonaram-se
Choram-se as lágrimas do outro
Deitam em paz, a noite a cama arde. Sim! o amor está existindo
Já não sentem-se mais nada além da alegria
Preocupação...?Pra quê...? O amor é tão efêmero quanto o tempo...
e inúmeras vezes, passadas e amadas.
Perdem-se na imensidão do olhar oposto:
apaixonaram-se
Choram-se as lágrimas do outro
Deitam em paz, a noite a cama arde. Sim! o amor está existindo
Já não sentem-se mais nada além da alegria
Preocupação...?Pra quê...? O amor é tão efêmero quanto o tempo...
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Eram três e doze da tarde daquele dia incomum para qualquer frequentador do boteco da esquina. A esquina ficava logo ali, perto das casas e das vidas das pessoas, era onde tudo existia e coexistia sem maiores problemas. Nas casas viviam pessoas normais para o contexto de tal cidade, trabalhavam, comiam, dormiam, transavam. E assim a vida ia indo em seu ritmo periódico de sempre. Bem, já muito bem descrito o local e suas pessoas, vou agora falar de mim: chamo-me Eusébio, homem feito e forjado nos costumes tradicionais da minha cidade, sem muitos sonhos maiores, só aqueles que sempre somos forçados a termos porque se não tivermos seremos taxados. Idade mediana, altura básica, homem viril e barbudo. Frequento o boteco da esquina todos sábados e domingos, lá encontrei tudo que precisava e mais ainda o que não precisava, é onde a vida é vivida aqui. Ah por pouco ia-me esquecendo da parte mais essencial de toda essa escrita: sou apaixonado. Percebam bem, eu sou um apaixonado, eu não estou apaixonado, nisto existe uma enorme diferença. A minha paixão deve-se a ela, daqui algumas linhas apresento-lhes ela. Mas antes sua personificação: (muitos devem estar pensando agora que ela é a mais bonita da minha cidade. Enganados. Como ja disse fui forjado para ser sonhos normais.) nela se encontra tudo aquilo que eu sempre desejei ao meu lado, cabelos grandes e volumosos, de uma estatura diferenciada, pernas alongadas porém não muito preenchidas, olhos de cor de terra daqueles que em todo lugar tem. Mas o que mais me apaixona nela é como ouvi que a chamavam: Vitória. Sim! claro, a minha vitória. Pelo momento decidi guardar meu amor por ela dentro de mim, para saber se realmente a amava. Segui em minha vida rotineira e cansativa, passaram-se semanas e sábados e domingos. Envolvi-me com outras mulheres de outros prazeres mas ainda sim pensava em Vitória. Enfim hoje chegou o dia de chegar ao boteco da esquina e espera-la para fazer meu pedido de amor. Tudo ocorre normalmente, mesas quadriculadas, bebidas em cima destas, homens e mulheres a conversar e eu com toda minha paz e calmaria esperando por Vitória.
nao acabado
nao acabado
Assinar:
Postagens (Atom)
